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“Sunspring”: roteiro de curta foi escrito por inteligência artificial; assistaCinema

“Sunspring”: roteiro de curta foi escrito por inteligência artificial; assista

Poderia ser mais um dia simples de filmagens para o cineasta Oscar Sharp. Ele reuniu uma equipe e elenco, incluindo atores como Thomas Middletich de Silicon Valley, série da HBO. Oscar tinha ainda um set, muitos adereços e efeitos especiais à disposição para serem utilizados. Mas mais importante ainda, ele tinha um roteiro escrito por uma rede neural de inteligência artificial. É exatamente isso: o roteiro inteiro do filme foi criado por IA e o produto disso é o curta-metragem Sunspring, que é tão estranho quanto você poderia imaginar – mas não menos divertido.

“Sunspring”: o filme com roteiro escrito por inteligência artificial

A IA responsável pelo roteiro foi batizada de Benjamin. Oscar e seu colaborador técnico Ross Goodwin originalmente o chamaram de Jetson, mas – num movimento digno de um filme de ficção-científica – ele preferiu ser chamado de Benjamin. O roteiro foi criado pelo mecanismo a partir do processamento de centenas de outros roteiros de ficção-científica, incluindo filmes como Blade Runner e Alien. A educação da IA também incluiu Star Wars e Star Trek.

Oscar e Ross deram algumas instruções a Benjamin: o título Sunspring, o cenário futurístico com o desemprego em massa e uma cena envolvendo um personagem que retira um livro de uma prateleira. Benjamin então atravessou para um universo de sua própria autoria e escreveu o roteiro.

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Apesar do roteiro, o filme também deve ser creditado pelos atores, a direção, a trilha sonora e a cinematografia. Há um triângulo amoroso, muita angústia e algumas estrelas e situações divertidas, mas não há algo que possa definir a temática do filme.

Com base na lista do script, você pode esperar aliens, explosões e tudo que uma produção de ficção-científica deveria ter, mas o curta acaba virando um drama psicológico forte. Há muitos momentos de profundidade que logo são cortados por situações sem sentido. Ou seja, enredo não é o ponto forte de uma inteligência artificial. O mesmo vale para o diálogo.

Apesar de ser o primeiro do gênero – e conter falhas – o curta nos mostra o que poderemos fazer no futuro com inteligências artificiais cada vez mais espertas. Só torcemos para que não virem-se contra nós e tentem dominar o planeta. Assista ao curta logo abaixo.

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