Suicídio assistido: um jeito de acabar com a dor ou uma prática ruim?Buzz

Suicídio assistido: um jeito de acabar com a dor ou uma prática ruim?

Em alguns países, o suicídio assistido é permitido. A prática consiste basicamente em permitir que alguém, com apoio médico, tire a própria vida usando medicamentos.

Claro que há regras para que isso aconteça. Geralmente, os pedidos têm que ser aprovados pelo órgão médico responsável, de acordo com a justificativa. No Brasil, a eutanásia é crime, sendo permitida apenas a ortotanásia, no caso, interromper o tratamento de uma doença terminal com autorização médica.

Mas Holanda, Suíça, Bélgica, Luxemburgo, Colômbia, Canadá e Alemanha têm aparatos para isso, além de cinco estados dos Estados Unidos. Destes, o primeiro a aceitar suicídios assistidos foi Oregon.


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Suicídio assistido no modelo de Oregon

Em 1997, foi implementado o Death with dignity act (algo como Ato de morte com dignidade). Com ele, os habitantes de Oregon podem encaminhar seus pedidos e encerrar suas vidas sem dor. As exigências são que a pessoa seja maior de idade, em estado lúcido e consciente e esteja sofrendo de uma doença terminal com prazo de vida de até 6 meses. Desde a implementação do ato, 752 pessoas aderiram à prática.

suicidio assistido

O processo não é tão rápido assim: os pacientes costumam esperar uns 50 dias entre a requisição e o dia que tomam os barbitúricos. Mas a parte final é razoavelmente simples: a grande maior parte das pessoas o faz em casa, acompanhado de um médico, e não costuma durar mais de meia hora.

Os motivos mais citados são dores insuportáveis, a sensação de que são um fardo para a família, perda de autonomia e um tumor maligno.

Quem requisita o procedimento pode desistir a qualquer momento. Cerca de 420 acabam fazendo isso: um terço dos 1.173 pedidos das últimas duas décadas de Oregon. O estado divulgou outros dados (você pode conferir tudo aqui, em inglês).

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