O orgasmo feminino é prioridade no documentário francês ‘Sacred Water’ (‘Água Sacrada’)Cinema

O orgasmo feminino é prioridade no documentário francês ‘Sacred Water’ (‘Água Sacrada’)

Sacred Water (Água Sagrada) é um documentário francês lançado no ano passado sobre uma cultura que define o orgasmo e a ejaculação feminina como algo sagrado.

Segundo essa cultura, a ejaculação da mulher é a grande responsável por toda a vida no planeta. Desde as águas que correm nos rios, aos grandes oceanos. A mulher é a figura que representa a fertilidade e a vida propriamente falando.

A produção concorreu a uma série de prêmios, incluindo o IDFA, festival de cinema de Amsterdã que premia os principais documentários do ano. Confira o trailer com legendas em inglês.


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Água Sagrada submerge o expectador na sociedade ruandesa de hoje, e faz isso pelo modo mais íntimo possível: o sexo. E mais particularmente à descoberta de mulheres ruandesas ao orgasmo. O diretor nos leva a entender uma África mais moderna examinando muitos de seus mitos. Assim, mostrando que sempre será um continente que irá surpreender o mundo.

O documentário parte da sexualidade ruandesa em busca da “água benta”, que jorra do corpo feminino. Guiados por Vestine, estrela extravagante das noites do rádio, o filme revela o mistério da ejaculação feminina com humor e espontaneidade.

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Será que as ruandeses herdaram outra maneira de fazer amor? Existe prazer feminino realmente central? Mas, além da descoberta dessas práticas sexuais, existem as palavras, a partilha, a transmissão em questão. A produção retrata o íntimo de um país e sua relação com as suas tradições.

Sacred Water confronta os pontos de vista de uma sociedade em mudança: do campo para a cidade. Como essas tradições sexuais devem ser transmitidas de geração pra geração se bloqueadas entre duas realidades? Apesar de serem conhecidas e reconhecidas, essas práticas geraram um verdadeiro debate no seio dessa população.

Ao descobrir esse “sexo único”, o diretor Olivier Jourdain espera trazer uma atmosfera que é ao mesmo tempo leve e mística. A intenção dele é contrariar a imagem de uma África patriarcal, onde o homem trai a mulher, onde há a mutilação sexual de mulheres e onde as pessoas vivem em condições deploráveis.

Em entrevista, ele disse esperar que o filme ecoe a nossa própria sexualidade. E questiona:

Será que nós, do Ocidente, estamos finalmente libertando-nos disso? O que realmente partilhamos em termos de privacidade? E a mulher, ela é respeitada?

Ainda não existem informações sobre a exibição do curta no Brasil, porém é possível encontrar mais informações e vídeos sobre o assunto na internet.

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