Aceite: o Rock in Rio nunca foi um festival só de rock (e não há nada de errado nisso)Festivais & Shows

Aceite: o Rock in Rio nunca foi um festival só de rock (e não há nada de errado nisso)

Desde 1985, um dos maiores festivais de música traz alegria e muita cantoria para os brasileiros. Idealizado por Roberto Medina, o Rock in Rio é um evento onde a diversidade de música e de estilo se fazem presente. Apesar da categoria rock estar no nome, desde sempre o Rock in Rio recebeu nomes tanto do rock quanto do pop, axé e eletrônica aqui no Brasil.


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A primeira edição

Bandas que não pensariam em pisar nos solos tupiniquins vieram e deram um verdadeiro show em 85. O que mais marcou entre as atrações foi o Queen. AC/DC e Os Paralamas do Sucesso também cotaram o line-up das noites de rock. Vale lembrar que não foi só rock que estreou o palco do Rock in Rio. Elba Ramalho e Alceu Valença também participaram dessa primeira edição.

1991 e 2001: do rock ao gospel

Em 1991, A-ha, Sex Pistols e Lobão foram nomes de destaque. Mas em 2001, algo mudou. Apesar de ter recebido o rock de Foo Fighters, Oasis, Guns N’ Roses e Ira!, o pop e o axé entraram em cena com mais peso e marcaram os palcos do Rock in Rio. O pop fez presença com Sandy e Junior e Britney Spears, e o axé chegou acompanhando Carlinhos Brown. E mais, Oficina G3 levou a música gospel para a Tenda Brasil, um estilo musical que ninguém imaginaria em um festival de “rock”.

2011, 2013 e 2015: a diversidade se alastra

No Rock in Rio IV, de 2011, a diversidade musical se alastrou. Além de nomes do rock como Sepultura, Guns N’ Roses e Metallica, o pop dessa vez veio em maior quantidade: Coldplay, Rihanna, Katy Perry, Shakira e Maroon 5 se apresentaram aos brasileiros.

No Rock in Rio de 2013, tivemos participações do pop de Beyoncé, da música eletrônica com David Guetta, do axé com Ivete Sangalo, da música clássica com a Orquestra Sinfônica Brasileira; também tivemos a representação da MPB pela voz de Maria Rita, e do rap brasileiro por Flávio Renegado. Florence and The Machine representou a música indie. Muse e Thirty Seconds to Mars também lideraram o Palco Mundo, representando o rock após o show de Capital Inicial. 

Em 2015, 30 anos de Rock in Rio foram comemorados. A plateia foi agraciada com uma homenagem ao Queen por Adam Lambert. Nomes como Sam Smith, Katy Perry, AlunaGeorge e A-ha cotaram as apresentações. Já deu pra perceber que nem só de rock vive o homem, certo? Talvez…

A diversidade nem sempre é aceita no Rock In Rio

O fato do festival querer inovar não agrada a todos. Há aqueles mais radicais que acham que, só pelo fato do festival levar “Rock” no nome, necessariamente tenha de apresentar somente atrações voltadas para esse estilo musical. Acaba que não é bem isso que Roberto Medina tinha em mente ao idealizar o evento. Ele buscou alcançar um público maior e valorizar outros estilos musicais. Em entrevista à Folha de São Paulo, declarou:

O sertanejo eu acho que não tem a ver. Tem alguns mitos em relação ao festival. Um deles é que ele era de rock. Isso é uma burrice absoluta, nunca foi rock. O primeiro já tinha Elba Ramalho, Alceu Valença, jazz…

Como todos sabem, muitos reclamam dessa proposta de envolver outros gêneros musicais. Porém a realidade é que, apesar do nome, a ideia do festival não é só focar nesse gênero, como explicado por Roberto.

Por outro lado, há quem apoie a diversidade musical, afinal, #vivaadiferença. Tanto apoiam que, em 2015, os primeiros “sold outs” foram para os dias em que o headliner era do pop: Rihanna e Katy Perry.

Esse ano não foi muito diferente. O primeiro dia a ser esgotado também cotava com atração pop. Dia 16 de setembro foi o escolhido da vez, com Maroon 5.

Rock in Rio 2017: África presente

Com estrutura totalmente renovada, em um novo local e atrações adicionadas ao line-up, o Rock in Rio 2017 trará um pouco de tudo para o mundo musical. Além dos palcos Mundo, Sunset e Tenda Eletrônica, a diversidade musical também chegará em uma nova atração do festival. Rock Street será o local escolhido para conhecermos mais um estilo, o africano. Nomes como Mamani Keita, Ba Cissoko e Alfred et Bernard estarão se apresentando, mostrando um pouquinho da nossa mama África.

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