Rock in Rio 2017: uma visão geral sobre o último dia da 8ª ediçãoFestivais & Shows

Rock in Rio 2017: uma visão geral sobre o último dia da 8ª edição

O último dia do Rock in Rio 2017 está dando o que falar! Teve participação especial, shows que não agradaram e até mesmo um homem que ficou preso na tirolesa (rs). O Palco Mundo, como muitas vezes, foi o que chamou mais atenção. Red Hot Chili Peppers, Thirty Seconds to Mars, The Offspring e Capital Inicial comandaram o final da noite. Mas será que responderam às expectativas?


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Uma visão geral do último dia de Rock in Rio 2017

Eu queria ter feito essa matéria logo ao fim das apresentações, mas o clima lá era de correria, então, perdoem-me a crítica atrasada. Cheguei bem cedo pra poder tentar aproveitar todas as atrações possíveis. Porém, não tinha mais como marcar horário em nenhum brinquedo. Desisti e fui já garantir meu chopp.

Fiquei impressionada com a organização e agilidade com que a fila para comprar o ticket tinha. Não sei se foi por causa do horário, mas quanto à isso, não tive problemas. A única falha foi que os tickets comprados no stand da Heinekein só poderiam ser retirados lá, que era localizado no início da Vila Olímpica.

Deu vontade de ir ao banheiro! Tranquilo. A fila era também bem organizada. Os banheiros ficavam em pontos bastante estratégicos e surpreendentemente limpos (milagre!). Até aí tudo bem. Partiu show!

Quanto às atrações

Bem, eu não me interessei nada pelo Palco Sunset pois não sou lá fã de um rock mais pesado. Então, não não tenho nada a dizer sobre Supla, Doctor Pheabes, Sepultura, etc. Porém, sobre o Palco Mundo posso começar dizendo que o cronograma foi cumprido categoricamente, a não ser pelo atraso no show do RHCP, que foi compensado pelo lindo setlist.

Fonte: A Gambiarra

Começamos por Capital Inicial

Já fui correndo para o show do Capital Inicial pra pegar um lugar melhor pro que vinha mais tarde. Às 19h deu-se a largada para as últimas horas da oitava edição do evento.

Foi um show bom. Foi a terceira vez assistia à essa banda e foi como eu esperava: músicas de cunho popular e discursos com apelo político. Não sei se perdi, mas acho que não teve ‘dedo do meio’ dessa vez. Não que todo esse tema de política seja ruim, ele precisa ser enfatizado sim, mas foi mais do mesmo, sem novidades.

Enfim, cantei bastante e gostei da forma que a banda interagiu com o público. Foi uma boa abertura para o palco principal.

Passamos por The Offspring

Esses fãs… não vou nem me arriscar falar muito desse show. Vou jogar mais para a visão técnica e abrir um parênteses para a performance.

Parece que quem gosta da banda, gostou mesmo do show. Porém, uma coisa me irritou. Nem foi culpa do grupo. O técnico de som pecou quanto à mixagem. A voz de Dexter Holland ficou bastante apagada. Tanto que em alguns momentos ele pedia pra aumentar, mas parece que não deu certo.

Tirando isso, foi um ótimo show! Bateu uma nostalgia ouvindo algumas músicas e acho que um bom show é feito de sentimentos, como foi esse.

Thirty Seconds to Mars e sua performance pirotécnica

Vocês lerão uma crítica bastante negativa vinda de uma fã. Desde cedo curto muito tudo que o 30STM faz. Jared Leto tem suas falhas, mas ele é um ótimo cantor. Porém, está deixando a desejar nos shows, e não é de hoje.

Calma, os fogos de artifício foram no final do festival. A pirotecnia do show dele voltou-se para bolas coloridas e papeis picotados, como foi em 2013. E, de novo, ele saltou da tirolesa, pouco tempo depois de um homem ter ficado preso nela.

É a terceira vez que vou ao show deles e vejo mais do mesmo. Sem brincadeira. Antes de começar, virei para meus amigos e disse tudo o que iria acontecer, inclusive o setlist, que foi 90% o mesmo. Dito e feito.

Jared cantarolou, enrolou, chamou o público para o palco e não inovou. Me irritei por ter pagado por algo repetido, mas a vida é assim. O que teve de diferente foi a participação quase que insignificante do Projota, que cantou umas 10 frases na nova música: Walk On Water. E mais: Jared ainda fez um pausa para um açaí, novamente mais do mesmo.

Enfim, Thirty Seconds to Mars, tá na hora de soltar o álbum novo e repaginar esse show!

Fechamos com Red Hot Chili Peppers

Red Hot Chili Peppers fez um show para os fãs. Afirmo isso porque músicas ‘desconhecidas’ incorporaram o repertório.

Tudo começou com Flea arrasando (como sempre) no baixo. Depois veio Can’t Stop, fazendo o pessoal do backstage pular tanto que eu achei que o palco iria cair. Resolvi não me arriscar e ficar parada. Logo, vieram outras canções como The Zephyr Song, Under The Bridge, sendo By The Way a que fechou o primeiro ato. Logo, vieram de bis e tocaram mais duas, finalizando com Give it Away e fazendo por volta de 100 mil fãs mais que satisfeitos. O que é cansaço perto de um clássico bem executado?

O único lado que fez falta no show foi a interação com o público. Foi algo, digamos, morno. Como se só tivessem ido performar e ponto. Tudo bem, não era necessário fazer a cena que Jared Leto fez, mas que pelo menos tivesse conversado mais com o público.

Enfim, fogos estouraram, uma despedida bonita e emocionante para o Rock in Rio 2017. Deixou a gente com gostinho de ‘quero mais’. A experiência é única e vale a pena o cansaço. Que venha 2019!

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