Protagonismo feminino: a quantas anda a representatividade em Hollywood?Cinema

Protagonismo feminino: a quantas anda a representatividade em Hollywood?

Uma das maiores polêmicas no mundo dos filmes em 2016 foi o movimento #OscarsSoWhite. A hashtag procurou denunciar a ausência de pessoas de outras raças nas indicações ao maior prêmio do cinema. Gerou resultados: a Academia responsável pelos Oscars se posicionou sobre o assunto, convidando membros das comunidades afro-americanas e asiáticas, entre outras, para compor suas fileiras. Este ano, filmes como Moonlight – Sob a Luz do Luar Estrelas Além do Tempo estão indicados, bem como seus elencos e equipes, mostrando comprometimento em trazer mais diversidade à premiação. O primeiro trata de questões ligadas a grupos afro-americanos e LGBTQ; o segundo, da luta das mulheres negras há poucas décadas nos Estados Unidos. O protagonismo feminino e de grupos étnicos mais diverso parece ter dado um passo a frente em 2016.

E é justamente isso que um estudo recente da Universidade da Califórnia em Los Angeles procurou confirmar. O resultado é positivo, mostrando que realmente vimos um avanço na representatividade em Hollywood no último ano. Mas fica o aviso: ainda podemos — e precisamos — fazer mais.


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Estudo da UCLA ressalta o que ainda falta ser feito para o protagonismo feminino

A UCLA estudou os 200 filmes mais populares do ano, bem como mais de mil séries de TV dos mais diferentes canais e plataformas de streaming. O resultado mostra um avanço, mas ainda ressalta a diferença entre o número de protagonistas femininos e masculinos.

Das obras avaliadas, apenas 29% contavam com protagonistas femininas. Atrás das câmeras, o resultado foi mais decepcionante: menos de 8% dos diretores foram mulheres. Os resultados da pesquisa foram organizados em um vídeo divulgado pela universidade, que você pode conferir abaixo:

Claramente, o cenário está melhorando para mulheres em Hollywood. Se até a conservadora Academia dos Oscars pode acordar e perceber que poderia estar fazendo mais para promover a inclusão social, todos nós também podemos e devemos fazer isso.

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