‘Onde Está Segunda?’ é mais uma prova de que a Netflix ainda dá muitas tacadas certasCinema

‘Onde Está Segunda?’ é mais uma prova de que a Netflix ainda dá muitas tacadas certas

Enquanto o mundo se ocupa em lamentar as perdas da Netflix, prefiro me dedicar a explorar as novidades da plataforma. Você precisa fazer o mesmo e entregar duas horinhas da vida para assistir o incrível filme: Onde Está Segunda?, que tem pegada futurista e uma premissa bem realista.

Em um mundo superpopuloso, o nascimento frequente de gêmeos torna-se o maior problema da sociedade e a política de “um filho por família” entra em voga, de maneira controversa e impositiva. Mas não para as irmãs gêmeas Settman, que dividem a vida, sob o pseudônimo de Karen (Noomi Rapace). São sete irmãs, cada um recebe o nome de um dia da semana e saem de casa só no dia do seu nome.

Elas conseguem driblar o governo e ter uma vida “normal” por 30 anos. Até o sumiço da irmã responsável pelas segundas-feiras. O que teria acontecido com ela?


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‘Onde Está Segunda?’ é estrelado por Noomi & Glenn, um duo memorável

Onde Está Segunda? é uma mistura de ficção, drama e ação, incrementada com louvor pelas atuações de Noomi Rapace, que vive as 7 irmãs e domina a tela ao melhor estilo Tatiana Maslany (Orphan Black). Da irmã sensível e genial, até a atlética e cabeça quente, passando pela metódica e misteriosa Segunda. Noomi consegue nos prender não apenas pela sua capacidade de desvencilhar as personagens, criando uma trama pessoal e breve para cada uma, mas também por conseguir incutir mistérios em cada história, em formatos completamente diferentes de atuação.

Quem também rouba a cena é Glenn Close, no papel de Nicolette Cayman. A personagem é um dos grandes nomes da política mundial, que instalou a lei que leva crianças gêmeas até a conservação em criogenia. Ele se prepara para dar um dos maiores passos da sua carreira, tudo isso tendo como base o seu projeto de “salvação mundial”.

Glenn é uma expert em personas sombrias e imponentes e aqui parece mais do que confortável com sua sequência de cenas. Suas expressões são mínimas, frias e calculadas na medida, como uma líder fascista (um tanto quanto estereotipada, é verdade) teria nos cinemas. A atriz não apenas consegue ser crível, mas também acerta em cheio no entretenimento. A vilã perfeita.

Os novos projetos da Netflix

Voltando ao assunto inicial deste texto… É bom abrir um pouco a nossa cabeça e deixar-se desapegar de projetos que não atenderam as expectativas da marca e apostar, junto com a Netflix, em novas produções. Tem muita coisa boa sendo produzida e posta em exibição pra gente.

Séries são canceladas em longo e curto prazo a todo momento, com ou sem reclamações nas redes sociais. É preciso entender que agora os estúdios querem ter suas próprias plataformas de streaming e não apenas vender direitos a um monopólio do setor. Mais do que isso, é preciso entender que nem tudo que vemos, é o que dá retorno. Infelizmente, produções mais simples e carismáticas acabam saindo na frente nesta corrida.

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