“Olmo e a Gaivota”: quando a arte imita verdadeiramente a vidaCinema

“Olmo e a Gaivota”: quando a arte imita verdadeiramente a vida

Existem filmes que são tão profundos, sensíveis e com uma mensagem tão fascinante que simplesmente não podemos deixar de conferir. Pois bem, esta é a proposta do longa Olmo e Gaivota, o novo filme da diretora brasileira Petra Costa.

O longa-metragem conta com codireção da dinamarquesa Lea Glob e faz a junção entre a ficção e a realidade, quando a arte imita a vida. Só que neste caso, há mais vida. Isso porque na obra, os atores do Théatre du Soleil, Olivia Corsini e Serge Nicolai, representam a si mesmos na experiência de gravidez real da atriz.

Tudo isso ocorre enquanto a peça A Gaviota, do russo Tchekhov, é encenada nos palcos. Assista ao trailer abaixo:

“Olmo e A Gaivota”: experiências reais

E é nessa imersão intencional que mergulhamos profundamente na história da personagem. Os meses de gravidez vão se desenrolando como um ritual de passagem para a atriz, que é forçada a confrontar seus medos mais sombrios.

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Acontece que uma gravidez acarreta responsabilidades e uma mudança na rotina de vida, e em determinado momento nossa personagem principal precisa fazer escolhas. Olívia quer ser livre, quer ter sucesso profissional, mas seu corpo lhe impõe limites. A sinopse oficial do filme relata o seguinte:

Uma travessia pelo labirinto da mente de uma mulher, Olmo e A Gaivota conta a história de Olivia, atriz que se prepara para encenar A Gaivota, de Tchekov. Quando o espetáculo começa a tomar forma, Olivia e seu companheiro Serge, que se conheceram no Théâtre du Soleil, descobrem que ela está grávida.

Os meses de gravidez se desdobram como um rito de passagem, que forçam a atriz a confrontar seus medos mais obscuros. O desejo de Olivia por liberdade e sucesso profissional bate de frente com os limites impostos pelo seu próprio corpo. Ela se olha no espelho e vê as duas personagens femininas de A Gaivota – Arkadina, atriz que está envelhecendo, e Nina, atriz que se perde na loucura – como inquietantes reflexos de si mesma.

O filme tem uma nova virada quando o que parece ser encenação revela-se como a própria vida. Ou seria o inverso? Esta investigação do processo criativo nos convida a questionar o que é real, o que é imaginado e o que sacrificamos e celebramos em nossas vidas.

Festivais e exibições

O filme foi premiado como Melhor Documentário no 17º Festival do Rio 2015 e está na programação da 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Ele também foi premiado no 68º Festival de Locarno, que foi inclusive o local onde fez sua estreia.

Olmo e A Gaivota vai passar também pelo Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba; pelo Festival de Montreal (RIDM); pelo Festival Internacional de Filme Documentário de Amsterdam e pelo Festival de Cinema de Cork, na Irlanda.

Para saber mais datas e locais de exibição, acesse o site oficial do filme e acompanhe.

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