Site monta coletânea explicativa de músicas machistas: de MC Diguinho a Chico BuarqueBuzz

Site monta coletânea explicativa de músicas machistas: de MC Diguinho a Chico Buarque

Já parou para pensar na quantidade de música machista existente? Volta e meia o assunto vêm à tona — seja porque algum artista morreu, seja porque surgiu alguma música absurda. Pensando nisso, surgiu o projeto Música Machista Popular Brasileira (o MMPB), que cataloga e explica tim-tim por tim-tim por que aquelas músicas são problemáticas.

O MMPB foi criado pelas publicitárias Rossiane Antunez, Nathalia Ehl, Carolina Tod e Lilian Oliveira. Isso mesmo, só mulheres! E elas deixam claro: nenhum homem aprovou este projeto.


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Música Machista Popular Brasileira não é gênero

Algumas semanas atrás, a música Só Surubinha de Leve, do MC Diguinho, levantou uma grande polêmica. Afinal, seus versos apoiavam a violência sexual de um jeito nada sutil: taca a bebida, depois taca a pica e abandona na rua. O repúdio da internet foi tão grande que plataformas de streaming — como o Spotify — tiraram a música do ar depois de algumas horas.

Mas se engana quem pensa que músicas machistas são coisas do funk. Por ser um reflexo — e ao mesmo tempo, uma influência — da sociedade, a música mostra o machismo da nossa estrutura. E é essa a ideia por trás do Música Machista Popular Brasileira. Além da MPB, elas montam uma coletânea de músicas que inferiorizem as mulheres, de qualquer gênero.

MMPB busca provocar a reflexão

Ao entrar no site do projeto, você vê logo a opção Dá um shuffleClicando no botão, logo a página redireciona para alguma música da seleção, que tem um vídeo, a letra (com as partes problemáticas grifadas) e a explicação de porquê aquilo é um problema. Tem também a ótima seção Serviço de Utilidade Pública, que te redireciona para um link com maiores informações sobre o assunto.

música machista popular brasileira

Nas músicas, aparecem canções como Sílvia, do Camisa de Vênus; Senha do Celular, da dupla Henrique e Diego; Vai Tomar Dormindo, do MC Roba a Cena; e Tua Cantiga, do Chico Buarque. Só nesse apanhado, a gente tem vários gêneros brasileiros: rock, sertanejo, funk e MPB. Mas o site tem muito mais, e faz a gente pensar: porque é que isso é tão natural?

Ao falar do projeto, as criadoras do MMPB deixam o recado:

A intenção é uma só: provocar reflexão. O que essas músicas têm em comum? Por que essas músicas incomodam – ou deveriam – incomodar muito mais?

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