‘Mulher Maravilha’ quebra série de tropeços cinematográficos da DCCinema

‘Mulher Maravilha’ quebra série de tropeços cinematográficos da DC

Com estreia marcada para esta quinta-feira (1º), o filme da Mulher Maravilha, estrelado por Gal Gadot, pode representar a tão esperada redenção da DC. O longa, de duas horas e meia de duração, parece ter se redimido por todas as falhas de trabalhos como Batman vs Superman ou Esquadrão Suicida, partindo da direção impecável de Patty Jenkins e terminando no roteiro, que, diferente dos dois citados, apresenta uma história crível e bem escrita.

Woman’s touch

Ter a direção de uma mulher pode ter sido a cereja do bolo necessária para este projeto. A história de uma heroína precisa da sensibilidade de alguém que a entenda atrás da câmeras e Patty foi impecável neste quesito. Sua parceria com o talento Gal Gadot foi uma das melhores escolhas que esta super produção poderia ter conseguido.

Os pequenos diálogos bem humorados e feministas debateram de maneira descontraída e direta tópicos como sexo, masturbação, casamento e suas imposições sociais, a posição da mulher no mercado de trabalho, o tabu da fragilidade física feminina e tantos outros, com uma abordagem rápida, sem atrapalhar o desenvolvimento da trama.


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O elenco

Chris Pine vem como o perfeito ator coadjuvante. Ele tem seus momentos de glória e faz bem o papel de galã, mas não rouba a cena de Gal em nenhum momento. Sua atuação sempre lhe coloca em posição mais vulnerável que sua companheira de cena e esse equilíbrio torna tudo muito mais interessante de se ver no telão.

É preciso citar outros atores que souberam como roubar a cena em momentos específicos, sem tirar o brilhantismo de Gador, como Connie Nielsen (The Following), David Thewlis (Harry Potter), Elena Anaya (A Pele que Habito), Lucy Davis (The Office) e Robin Wright (House of Cards).

A ação

As cenas de luta merecem uma menção honrosa pela coreografia insanamente perfeita. Quem quer que tenha criado os momentos de guerra das Amazonas, fez uma das melhores sequências de artes maciais já vistas em um filme de heróis nos últimos dez anos. Aliás, o que dizer de Robin Wright como Antíope? Quem diria que – mesmo com uso de dublês – ela surpreenderia tão positivamente como uma amazona general? É de arrepiar cada pelo do corpo.

Os (d)efeitos

Mas nem tudo são flores e a DC ainda peca em efeitos especiais um tanto quanto caricatos. Não sou especialista e não ousaria dizer que são “mal feitos’, mas os momentos de megalomania do filme parecem ser retirados do trailer de algum novo jogo de PlayStation e perdem um pouco a seriedade e emoção.

Fora isso? Um acerto em cheio no coração dos fãs desta personagem incrível.

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