Os 10 Melhores Discos Nacionais de 2016Listas e Premiações

Os 10 Melhores Discos Nacionais de 2016

Há menos de uma semana de meter o pé em 2016 e dar um abração em 2017, A Gambiarra traz a lista dos Melhores Discos Nacionais de 2016. Dê aquela bisbilhotada e aproveite o que de repente passou batido, mas que nós elencamos aqui como os grandes acontecimentos deste ano.

Abaixo, confira os 10 Melhores Discos Nacionais de 2016:

10. “Fio da Memória” – Luisa Maita luisa-maita-fio-da-memoria

A jovem Luisa Maita é conhecida pela extrema brasilidade e pelo som que mistura as raízes brasileiras clichês. Ela saiu da sua zona de conforto com a estreia do álbum Fio da Memória. Depois de bater muito em cima do Samba e da voz limpa, Maita investe em novas camadas de seu trabalho em parceria com o músico Zé Nigro. No registro, ela está em uma esfera mais experimental que de costume.

Permeada por sussurros, ruídos e bases eletrônicas, Luisa discorre seus versos, que ainda seguem sensuais e quentes. Agora, ela persegue um caminho mais próximo à concorrência de Mariana Aydar e CéuNa AsaMúsica Popular e Porão vêm como destaque e aquecem a alma.

seculos-apaixonados-o-ministerio-da-colocacao 9. “O Ministério da Colocação” – Séculos Apaixonados

Esqueça toda e qualquer seriedade ao ouvir Séculos Apaixonados. A banda carioca é uma soma de talentos dos ex-integrantes do Dorgas, Mahmundi e por aí vai. Embora os rapazes sejam os rei da zoeira, sabem muito bem o que estão fazendo e o que não lhes falta é talento musical. O Ministério da Colocação é um disco que vem pra reforçar isso.

O trabalho é um grande pastiche eletrônico e soa como as eternas vinhetas televisivas dos anos 80 e 90. Ele é muito percussivo e permeado por sintetizadores que despertam aquela nostalgia boa. Um pezinho no Vaporwave e os vocais empostados de Gabriel Guerra as vezes fazem você soltar umas boas risadas. Disfarçando Riquezas na TriagemEle Também Foi Pra São Paulo e A Origem das Espécies são os destaques.

8. “MM3” – Metá Metá meta-meta-mm3

Pode se dizer que a intensidade musical é o grande norte da banda Metá Metá. Tudo leva a crer que o EP autointitulado e divulgado em 2015 é a base para a construção do registro MM3, lançado este ano. O fugaz trabalho traz algumas inéditas e reinterpretações do Pós Punk das veteranas As Mercernárias.

A voz forte de Juçara Marçal é o conduíte de energia perfeito para os arranjos inventivos e recheados de jam sessions do registro. O trabalho é embriagado de referências de Jazz dos anos 70 e batidas africanas. Angoulême, Corpo Vão e Oba Koso resumem bem a alma da obra.

bruna-mendez-o-mesmo-mar-que-nega-a-terra-cede-a-sua-calma 7. “O Mesmo Mar que Nega a Terra Cede à sua Calma” – Bruna Mendez

Mais um tesouro goiano bate as asas e ruma ao sucesso. O álbum de estreia de Bruna Mendez concede uma calmaria sonora de maneira muito precisa. Se ouvido em doses diárias, faz muito bem à alma e aos ouvidos. O Mesmo Mar que Nega a Terra Cede à sua Calma se encaixa bem na pegada da Nova MPB. Tal qual outros nomes do gênero, como Cícero, Marcelo Camelo e Pélico.

Embora os goianos vivam muito a eferverscência do Rock, Bruna parece se entregar ao seu próprio rolê através de melodias mais tristes. Com sua bela voz arrastada, ela seduz e conversa em versos simples com o coração alheio. Grandes acertos do álbum de estreia são Calor, Sol e Sal, Tô Aqui e Branquinha.

6. “Melhor do que Parece” – O Terno o-terno-melhor-do-que-parece

O terceiro disco da trinca O Terno de fato abraça seu título. É melhor do que poderíamos imaginar. Embora a banda divida opiniões entre o público consumidor de música alternativa, uma coisa é fato. Os rapazes sempre mandaram muito bem como instrumentistas e nas músicas. Quem prefere fazer bico só está perdendo.

O álbum tem baladas dançantes a efervescentes canções com pés fincados nos Rock’n’Roll brazuca. Ele é recheado de arranjos grandiosos e tecladinhos Moog psicodélicos que impressionam. Culpa, Não Espero Mais Volta são os tiros mais certeiros do trio.

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5. “Princesa” – Carne Doce

Uma das maiores pepitas de ouro de Goiânia também mandou bem na sequência de seu álbum de estreia. O grupo Carne Doce cavou ainda mais fundo em seus sentimentos e ideologias no trabalho intitulado como Princesa. As letras falam sobre pautas sérias como o feminismo, o estupro e o poder sobre o próprio corpo, mas de maneira muito sutil.

O registro tem um arranjo que se mantém sempre interessante e que conversa com o Pós Punk. Salma Jô é a alma das canções com sua performance, diversão e vocal fervilhante que vai do grave ao agudo em segundos. Foco nas músicas Artemísia, Cêtapensano e Princesa.

4. “Atlas” – Baleia baleia-atlas

A banda Baleia é uma daquelas que consegue ganhar atenção de duas maneiras: aos poucos ou de uma só vez. Quem acompanha o grupo desde o começo sabe que muita coisa mudou de lá pra cá na estrutura de som do grupo. O sexteto aventureiro fez com que Atlas trouxesse uma originalidade e melodia que encantam principalmente pela sua inventividade.

O primeiro grande passo para seu aperfeiçoamento foi o anterior Quebra Azul (2013). Com ele, Baleia causou burburinho por se recriar magicamente, parecendo até uma banda inédita. O que mais agrada no trabalho dos cariocas é o constante empenho nas faixas. Elas crescem, começam com simples timbres e terminam como uma linda epopeia sonora. Atenção às belezas Estrangeiro, Hiato Volta, este com um belíssimo clipe.

terno-rei-essa-noite-bateu-com-um-sonho 3. “Essa Noite Bateu Com Um Sonho” – Terno Rei  

Depois de um bom pontapé de lançamento com o primeiro álbum Vigília, os rapazes paulistanos do Terno Rei quebraram o mito do segundo disco com Essa Noite Bateu com Um Sonho. Com ele, mostraram que não perderam o gás inicial. O grupo é a banda carro chefe do selo Balaclava Records. Eles trazem um novo perfume a um nicho de rock paulistano que vivia às moscas há poucos anos.

O trabalho segue a linearidade do Post Rock. Ele apresenta uma catártica viagem de riffs de guitarras que se alojam na cabeça como um mantra urbano. Perfeito para ouvir e esquecer dos pepinos da vida. Os maiores destaques vão para às faixas CriançaSinaisCirculares Depressão na Pista de Dança.

 2. “Tropix” – Céu ceu-tropix

Se tem uma coisa que Céu não erra é em fazer boa música. Desde seu álbum de estreia, que levava seu nome como linha de frente, a cantora mantém o nível de qualidade sonora impecável. Ela também fixou de vez seu estilo próprio no cenário brasileiro. Nos últimos tempos, ela virou boa referência nacional e tocou até em “Late Shows” na gringa.

Tropix não podia ter escolhido melhor período pra sair: a primavera/verão. As batidas eletrônicas e samples brasileiríssimos aliados a percussões acústicas se envolvem em hits dançantes e malemolentes com a beldade paulistana. Assim como a Hera Venenosa, ela faz florescer o verde no chão de concreto. Perfume do Invisível, Amor Pixelado, Minhas Bics e Varanda Suspensa são canções cinco estrelas.

1. “Mahmundi” – Mahmundimahmundi-capa

Não é de hoje que Marcela Vale batalha por seu lugar ao sol no mundo da música. Foi com o ensolarado disco autointitulado que ela começou a ganhar forma na cena, apoiada pela parceria dos selos StereoMono e Skol Music. Tendo ela mesma produzido e construído seu disco, a carioca traz uma nova brisa sonora para uma cena de música nacional.

Através de assertivas proporções de sintetizadores refinados e vocais roucos e doces, Mahmundi transforma seu primeiro álbum em uma ode Pop ao verão e ao amor. Ela conquistou o público com canções marcantes, como Hit, Azul, Eterno Verão e reinterpretações próprias de Desaguar e Calor do Amor, seus primeiros hits emplacados em rápidos EPs.

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