Grammy 2018: o que a lista de indicados mostrou sobre a Recording AcademyListas e Premiações

Grammy 2018: o que a lista de indicados mostrou sobre a Recording Academy

Na última terça-feira (28), The Recording Academy divulgou os indicados ao Grammy 2018. O evento acontecerá em 28 de janeiro no Madison Square Garden, Nova Iorque, EUA. Essa será a 60ª edição desta premiação, que é considerada a maior da indústria musical. Veja a lista dos indicados clicando aqui.

O rapper Jay-Z foi o maior nomeado, concorrendo a oito estatuetas. Logo trás dele vem Kendrick Lamar (com sete indicações), Bruno Mars (seis) e Childish Gambino (cinco). Pela primeira vez, a Academia reconheceu o domínio do rap, do R&B e do pop latino, que chegou com tudo nessa nova era do streaming. Esse é só um dos pontos que a lista de indicados mostrou.


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Grammy 2018 dominado pelo hip-hop/R&B e uma pitada de música latina

A Recording Academy sempre se mostrou bastante tradicional, mas a coisa mudou esse ano. Os eleitores do Grammy finalmente passaram a dar atenção aos números de streaming. Podemos ver isso nas principais categorias (Música do Ano, Gravação do Ano e Álbum do Ano), onde a maioria dos indicados foram do hip-hop e R&B.

No meio do ano, a Nielsen divulgou um relatório, mostrando que o hip-hop/R&B tinha passado o rock como a música mais consumida nos Estados Unidos pela primeira vez. Em grande parte, isso aconteceu por conta do streaming. E a Academia levou isso em conta! Olha lá Redbone concorrendo como Gravação do Ano, ela que foi uma das músicas mais ouvidas por streaming esse ano.

Música latina ganhando mais espaço

Não podemos deixar de notar que Luis Fonsi e Daddy Yankee estão concorrendo com Despacito nas principais categorias (Gravação do Ano, Música do Ano e Melhor Performance Pop de Duo/Grupo). A faixa quebrou recordes e se tornou um grande hit mundial graças às plataformas de streaming, que estão mostrando cada vez mais a força da música latina.

O pop ficou para trás

Tirando Ed Sheeran e Lorde, não houve mais nenhuma nomeação pop nas categorias principais. Katy Perry, Selena Gomez, Demi Lovato, Miley Cyrus, Harry Styles… Todos eram bastante cotados, mas nem chegaram a ser indicados. Reputation, de Taylor Swift, saiu no início deste mês, por isso não era elegível para o Grammy de 2018.

As minorias

Entre os indicados a Álbum do Ano neste ano, temos Kendrick Lamar, Jay-Z, Bruno Mars e Childish Gambino. É o ano em que mais artistas não-brancos foram indicados desde 2005, quando Ray Charles, Kanye West, Usher e Alicia Keys foram nomeados. Antes de 2005, a Recording Academy nunca havia indicado mais de três artistas não-brancos para o Álbum do Ano.

Cadê as mulheres?

Negros, latinos e mestiços foram contemplados. Mas cadê as mulheres? A maioria esmagadora dos indicados ao Grammy 2018 foram homens. Entre as grande categorias – Gravação do Ano e Álbum do Ano – somente Lorde apareceu com uma nomeação.

Infelizmente temos que lembrar que a indústria musical ainda é dominada por homens e que 2017 foi realmente difícil para as mulheres. Durante todo o primeiro semestre, nenhuma mulher apareceu na lista dos álbuns mais vendidos. Além disso, em julho, Rihanna foi a responsável por acabar com um período de 12 semanas sem uma artista feminina no top 5 da Billboard – em colaboração com um homem (DJ Khaled). Ou seja, as indicações acabaram sendo um reflexo disso.

Novatos foram bem vindos

Esse ano, os novatos foram bem recebidos em uma variedade maior de categorias. A faixa Cola, de Camelphat & Elderbrook, recebeu uma indicação a Melhor Gravação Dance ao lado de pesos pesados, como LCD Soundsystem e Gorillaz. Além disso, o single de estreia de Julia Michaels, Issues, foi nomeado para Música do Ano.

O mais impressionante é a categoria Melhor Álbum Urban Contemporâneo, onde aparecem três álbuns de estreia: Free 6lack, de 6LACK; American Teen, de Khalid; e CTRL, de SZA. A cantora também foi a mulher com maior destaque entre as nomeações, concorrendo em cinco categorias.

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