Festival de Cannes: 5 filmes que queremos ver nos cinemas brasileirosCinema

Festival de Cannes: 5 filmes que queremos ver nos cinemas brasileiros

A 70ª edição do Festival de Cannes terminou no domingo (28) premiando a comédia sueca The Square, de Ruben Östlund, com a Palma de Ouro e Sofia Coppola pela direção de O estranho que nós amamos, além de vários outros grandes nomes do cinema mundial. Polêmicas à parte, o júri presidido por Pedro Almodóvar laureou obras muito aguardadas, assim como alguns filmes que não tinham entrado na lista de favoritos do grande público.

Depois de acompanhar todo o line-up e a premiação, nós, d’A Gambiarra, selecionamos algumas obras que deveriam estrear no Brasil. Sabemos que nem sempre conseguimos assistir aos filmes de Cannes nos cinemas, já que as salas do país que aceitam produções fora do circuito mainstream ainda são escassas por aqui. Mesmo assim, esta lista tem a nata da nata do cinema mundial e nós esperamos — e muito — que eles sejam exibidos por aqui. Entre os critérios adotados, estão a relevância do enredo para o cenário brasileiro, os prêmios em Cannes e o histórico dos atores e diretores.

Antes de começarmos, é bom frisar que The Square não vai entrar na lista. Afinal, o vencedor da Palma de Ouro já é, com certeza, um dos filmes que queremos que estreie no Brasil.


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Confira abaixo algumas obras que achamos que deveriam estrear por aqui.

1. La Cordillera

Adicionado de última hora na seção Un Certain Regard, La Cordillera é dirigido pelo argentino Santiago Mitre e conta com o aclamado ator Ricardo Darín e os mesmo produtores de Relatos Selvagens. Não bastasse isso, o enredo é sobre um conclave entre presidentes latino-americanos sobre a criação de uma empresa petrolífera multinacional. Em tempos de escândalos aqui no Brasil, este filme é o thriller moral e cívico pelo qual estávamos esperando.

2. You Were Never Really Here

Lynne Ramsay, aclamada diretora de Precisamos Falar sobre Kevin, é quem assina este thriller. Joaquin Phoenix faz  papel de um veterano de guerra que se esforça para salvar mulheres do tráfico sexual. O ator foi premiado como a melhor atuação do festival. Desde sua estreia com O lixo e o Sonho, em 1999, Ramsay se tornou um nome aguardado e aclamado no festival de Cannes.

3.O Estranho Que Nós Amamos

O novo filme de Sofia Coppola roubou a cena em Cannes. O Estranho Que Nós Amamos é uma adaptação feminista do filme de Clint Eastwood de 1971 e já havia ganhado várias críticas positivas. Nele, atua Nicole Kidman, atriz que foi honrada no festival de cinema por sua carreira. Além dessa consagração, Sofia também tornou-se a segunda mulher a conseguir o prêmio de Melhor Direção no evento. A primeira mulher a conquistar tal feito foi Yuliya Solntseva, em 1961. O filme de Coppola está em todas as listas dos cinéfilos, dos mais aguardados aos melhores filmes de Cannes 2017.

4.Wonderstruck

Todd Haynes já sacramentou a qualidade de seus filmes com o mais que ovacionado Carol. O filme de 2015 levou os troféus de Queer Palm e Melhor Atriz em Cannes. Não só isso, Haynes também estava participando da competição oficial. Sendo assim, seu retorno à cidade francesa não poderia ter criado menos expectativas. As críticas às suas abordagens sobre sexualidade e personagens femininos são de se admirar. Além disso, o filme marca o reencontro de Haynes com vencedora do Oscar Julianne Moore. Michelle Williams também entrou no elenco do longa, que é baseado no livro Hugo, de Brian Selznick.

5. Happy End

Michael Haneke é daqueles diretores que já são figurinha marcada em Cannes. O cineasta já ganhou duas Palmas de Ouro por Amor (2012) e A Fita Branca (2009). Happy End é uma sátira à família burguesa francesa que contrasta fortemente com a crise que assola a Europa. Conhecendo o background de Haneke, Happy End deve falar de culpa, contraste entre gerações e desavenças familiares.

Além desses cinco, podemos citar mais algumas obras que também chamaram a atenção em Cannes. Os dois filmes da Netflix, The Meyerowits Stories e Okja, que poderemos ver no serviço logo logo, , são alguns deles.

Além deles, Lovelessdo russo Andrei Zvyagintsev (que escreveu e dirigiu O Leviatã, vencedor de Melhor Roteiro em Cannes 2015), também deveria estrear no Brasil. Já o vencedor do Grande Prêmio do Júri, 120 batimentos por minuto, é um drama LGBT que alcança um público pouco representado nas telonas seria também seria uma boa obra para se dissipar pelo mundo.

 

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