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‘Frágil Equilíbrio’, documentário vencedor do Goya, é um retrato cru da humanidadeCinema

‘Frágil Equilíbrio’, documentário vencedor do Goya, é um retrato cru da humanidade

Não é fácil assistir a Frágil Equilíbrio sem entrar em uma espiral de sentimentos: revolta, esperança, impotência, incredulidade…

O documentário do espanhol Guillermo García López faz um retrato cru, com toques de otimismo, dos tempos sombrios que a humanidade atravessa.


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Entrevista com José Mujica é o fio condutor do filme

Guillermo García López realizou uma entrevista com o genial Pepe Mujica em 2014, então presidente do Uruguai. E são suas palavras, infinitamente sábias e sensíveis, que tecem a trama formada por três histórias filmadas em Monte Gurugú (Marrocos), Tóquio e Madri.

Frágil Equilíbrio

Em Monte Gurugú, conhecemos imigrantes africanos que se lançam na perigosa travessia de fronteiras até a Europa. Na aglomerada e caótica Tóquio, dois homens de negócios conversam sobre como o trabalho se sobrepõe a todos os aspectos de suas vidas. E em Madri, conhecemos o drama das pessoas que são desalojadas por falta de pagamento do aluguel. Um dos personagens passa a dormir no carro, por já não ter onde morar.

Em um mundo de muros e fronteiras, ‘Frágil Equilíbrio’ busca algo que transcende qualquer limite geográfico

Acreditar em um mundo com menos barreiras está no discurso e na forma como o documentário foi financiado. O projeto foi erguido com a ajuda de uma campanha de crowdfunding e de jornalistas e ONGs, que disponibilizaram imagens de arquivo e colaboraram com a divulgação.

O que Frágil Equilíbrio efetivamente busca é justamente algo que repousa na união entre pessoas, na empatia. Em entrevista, o diretor afirma:

Desde o princípio, nossa única preocupação era que o espectador acabasse se sentindo parte de cada uma das histórias contadas. Que todos pudessem viver a história dos imigrantes, dos desalojados, ou a história de suas famílias.

E o que afinal existe para além das fronteiras e divisões imaginárias? A condição humana. O imutável fato de que estamos todos de passagem por esse pequeno planeta. A vida, como algo único, intransferível e belo. A existência humana, um verdadeiro milagre que é deixado de lado frente a um sistema que privilegia poucos, rejeita muitos mas que ao final, nos esmaga a todos.

Frágil Equilíbrio

Frágil Equilíbrio representa um cinema que busca na própria humanidade a camada mais elevada que a sétima arte pode atingir. É algo que te arrebata, sem chance de escapar. Um cinema que, como diria Glauber em Viento del Este, de Jean Luc-Godard, é perigoso, divino e maravilhoso.

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