Fotógrafo australiano cria ensaio utilizando burcas para levantar debate sobre islamofobiaArtes

Fotógrafo australiano cria ensaio utilizando burcas para levantar debate sobre islamofobia

burca é um tema polêmico quando se debate o islamismo. Para refletir sobre essa discussão, que é toda sobre islamofobia, o fotógrafo australiano Fabian Muir produziu a série Urban Burqa, mostrando uma mulher usando uma burca azul em cenários urbanos e cotidianos. Na Austrália, existe um forte movimento pela extinção da peça, e vários ativistas do movimento chegam a arrancar a burca de muçulmanas à força. Sobre as fotografias, Muir falou sobre:

Protestar contra julgamentos gerais baseados em crenças, origem ou aparência é a minha intenção.

Há quem argumente que a burca é uma opressão direta, porque reprimiria mulheres. Por outra lado, muitas adeptas do islamismo defendem o direito de usá-la, pois se trata de um elemento religioso.

Você pode ver as melhores fotos ao longo da matéria. Para ver a galeria na íntegra, clique aqui.

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Proibir a burca não é liberdade

O uso da burca não é unanimidade dentre as muçulmanas. Há quem use apenas véu, mas em estados islâmicos como o Afeganistão, ela é obrigatória. Em contrapartida, países como a França, a Itália, a Bélgica e a Holanda já proibiram por lei o seu uso em locais públicos.

Obviamente, o principal motivo para proibir o uso de um elemento religioso não é a liberdade dessas mulheres. O discurso é carregado de islamofobia, ao inclusive tratar muçulmanas como possíveis terroristas por conta simplesmente da religião. Ora, se não julgamos que todos os católicos são possíveis membros da Ku Klux Klan, por que faríamos o mesmo com muçulmanos?

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Onde fica o direito de expressão?

Além disso, e o direito de expressão? Nesses países, são permitidas diversas outras manifestações religiosas, inclusive as que interferem em políticas públicas e direitos individuais, como direito ao aborto e adoção por casais homossexuais.

Por fim, o ódio à burca é um reflexo de uma cultura especialmente xenofóbica e racista. Parece confuso falar disso num país tão miscigenado e multi-étnico como o Brasil, mas em países europeus a dinâmica social é bem diferente. Boa parte dos muçulmanos são religiosos, e essas nações os acusam de trazer violência e roubar empregos, enquanto essas guerras são financiadas por grandes potências.

E, claro, mesmo que o único motivo desse discurso fosse a liberdade feminina, proibir não seria a solução.

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