Documentário ‘Bixa Travesty’, com a MC Linn da Quebrada, estreia no Festival de Berlim de 2018Cinema

Documentário ‘Bixa Travesty’, com a MC Linn da Quebrada, estreia no Festival de Berlim de 2018

A MC Linn da Quebrada está em outro documentário: Bixa Travesty. E mais ainda: o filme estreia na Mostra Panorama do Festival de Berlim de 2018.

A própria MC divulgou o trailer em sua página no Facebook, nesse sábado (27). Bixa Travesty também é o nome de umas faixas de Pajubá, o álbum visual que Linn da Quebrada lançou no ano passado.

Bixa Travesty – Trailer Oficial

Muito prazer, eu sou a nova Eva. Filha das travas, obra das trevas. Vem aí, Bixa Travesty ?

Posted by Linn da Quebrada on Saturday, January 27, 2018

Bixa Travesty foi dirigido por Kiko Goifman Claudia Priscilla. No documentário, eles acompanham a trajetória de Linn da Quebrada e as produções musicais de artistas trans brasileiros.

Ficou empolgado? A estreia do filme acontece no Festival de Cinema de Berlim, entre 15 e 25 de fevereiro.

Outros filmes de diversos países fazem parte da Mostra Panorama: L’Animale (Áustria); Malambo, el hombre bueno (Argentina), La omisión (Argentina, Holanda e Suíça), Profile (EUA, Reino Unido e Chipre), River’s Edge (Japão), That Summer (Suécia, Dinamarca e EUA) e Yocho (Japão),


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Linn da Quebrada está em outro documentário: ‘Meu Corpo é Político’

Bixa Travesty não é o primeiro documentário que conta com a participação ilustríssima da Linn da Quebrada. Em novembro do ano passado estreou Meu Corpo é PolíticoO longa conta a história de quatro militantes LGBTs e retrata a situação de cada uma delas em meio a sociedade. A MC é uma dessas militantes, que dá voz à discussão sobre trans e a dificuldade que enfrentam numa sociedade heteronormativa e cheia de preconceitos.

Em entrevista ao Mulheres no Cinema, a diretora Alice Riff falou sobre a proposta do documentário:

Quando falamos de pessoas trans, seja em filmes ou reportagens, sabemos de muitos casos de morte, violência, agressão. Temos contato com este tipo de histórias, e elas são importantes. Mas queria muito fazer um filme sobre pessoas vivas, que têm planos, estão trabalhando e têm outras trajetórias, porque elas também existem. […] A Linn, conheci pelo coletivo de teatro da Fazenda da Juta, que discutia gênero com os jovens. Desde o primeiro dia tive grande admiração pelo coletivo, e a Linn tem todo um trabalho de pensar o corpo e o discurso dela, então achei que deveria ser uma das personagens.

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