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Depois de assédios sexuais e estupros no ‘Bravalla’, Suécia vai ter festival sem homensFestivais & Shows

Depois de assédios sexuais e estupros no ‘Bravalla’, Suécia vai ter festival sem homens

No ano que vem, a Suécia vai ter um festival de música sem homens! Mas a motivação não é nada legal: recentemente, foram registrados muitos casos de estupro e assédio sexual nesse tipo de evento.

No fim de junho, o festival sueco Bravalla levantou novamente essa pauta. Só dos casos registrados, foram quatro estupros e vinte e três assédios sexuais – em quatro dias de festival. Lembrando que estima-se que a maioria dos crimes sexuais não são denunciados. Então, diante dessa situação horrorosa, a organização do Bravalla tomou uma medida inesperada. A edição de 2018 do festival foi cancelada. A gente falou mais sobre isso aqui.

Foi aí que Emma Kynckare, comediante e apresentadora de rádio sueca, decidiu organizar um festival só para mulheres em 2018. Ela recebeu muito apoio, mas também algumas críticas por ser “extremista demais”. Sobre isso, Emma falou à Aftonbladet:

Bom, como parece ser ok discriminar e prejudicar mulheres o tempo todo, talvez seja ok expulsar homens por três dias, não é? Não poder ir ao festival não é exatamente o que eu chamo de “abuso”.


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Sem silêncio no Bravalla: artistas falam sobre estupro e assédio

Vários artistas que se apresentaram no Bravalla também soltaram notas sobre. Os britânicos de Mumford and Sons chegaram a dizer que não participariam de próximas edições se medidas não fossem tomadas.

Nós não tocaremos neste festival de novo até termos garantias da polícia e dos organizadores de que eles estão fazendo algo para combater o que parece ser uma desagradável taxa alta de violência sexual reportada.

A cantora Zara Larsson também falou sobre o ocorrido em seu Twitter. Inclusive, um dos estupros registrados aconteceu enquanto ela se apresentava.

Vão se foder vocês que sequer têm vergonha de estuprar uma garota em público. Vão se for vocês caras que fazem uma garota se sentir insegura por ir a um festival. Eu odeio homens. Odeio, odeio, odeio.

Ao ser criticada por ‘generalizar homens’, Zara rebateu:

Como eu deveria acreditar em vocês quando dizem ‘nem todos os homens’, ‘eu sou um cara legal, eu não estupro’? Onde estão todos os ‘caras legais’ quando garotas são estupradas? Vocês estão ocupados demais dizendo pra mulheres o quão legais vocês são?

Depois de assédios sexuais no 'Bravalla', Suécia vai ter festival sem homens

Festival só para mulheres: seria essa a solução?

A ideia de espaços sem homens não é exatamente nova. No ano passado, na Inglaterra, o Festival de Glastonbury tinha um espaço exclusivamente feminino, chamado ‘The Sisterhood‘ (A irmandade). Lá, além de música ao vivo, as mulheres também tinham workshops e atividades.

Além disso, festas onde só mulheres entram já acontecem há algum tempo, como a Fancha, no Rio, e a Sarrada no Brejo, em São Paulo. Parece segregador? Com certeza é melhor do que ficar com medo.

Entretanto, apesar de ser uma boa opção, isso não soluciona o problema de fato. É claro que toda as sociedades deveriam investir em campanhas contra violência sexual. Mas de uma forma mais imediatista, eventos deveriam ter mais seguranças e um sistema de denúncias que funcione.

 

 

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