Spotify teria criado artistas falsos para escapar dos royalties de reproduçãoBuzz

Spotify teria criado artistas falsos para escapar dos royalties de reprodução

Essa parada de Direito Autoral é muito séria. E parece que o Spotify não está conseguindo fechar a conta do fim do mês por causa de suas dívidas no pagamento dos chamados royalties de reprodução. Para diminuir o prejuízo, o serviço teria criado artistas fantasmas como forma de escapulir das amarras dos direitos fonográficos.

Os artistas fantasmas do Spotify

Quem nunca colocou aquela playlist “Filtro dos Sonhos” ou “Hora de Dormir” para aquela noite de sono tranquila? Ou então a “Estudo Intenso” para focar na leitura pré-prova? É nelas que estão a maioria dos artistas fantasmas do serviço de streaming.

Os rumores disso surgiram no ano passado pelo site Music Businesse Worldwide e foram ressuscitados pela Vulture no mês passado. Eles dizem que o Spotify tem contratado produtores mundo afora para criar músicas originais e sem vocais para incorporar em suas famosas playlists.

Antes, algumas informações importantes

Antes de continuar a notícia, algumas informações sobre o serviços de streaming de música. Três pontos:

  1. Toda vez que ouvimos uma música no serviço, a empresa paga para o artista por sua reprodução;
  2. Desde que foi criado, o serviço ainda não gerou lucros;
  3. Grande parte das músicas são consumidas passivamente. Ou seja, a gente deixa rolando uma playlist com diversas músicas desconhecidas.


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Spotify teria criado artistas falsos para escapar dos royalties de reprodução

Nomes como Deep Watch, Milos Stavos, Allysa Nelson, Caro Utobarto e Heinz Goldbatt estão na lista dos 50 artistas que bombam em números de reprodução do serviço e que nunca deram as caras na mídia. A lista foi feita pelo Music Businesse Worldwide. Só em royalties, a empresa estaria salvando 3 milhões de dólares (9,4 milhões de reais), que viriam da reprodução desses 50 nomes.

O serviço aproveita que queremos ouvir coisas novas (ou somos preguiçosos mesmo) para incluir nas playlists músicas que não procuraríamos nunca. O mais curioso é que esses artistas têm muitos – milhares – de seguidores. O MBW diz que eles são de propriedade do Spotify, como um pseudônimo. Dessa forma, eles mesmos teriam os direitos autorais e, por consequência, não pagariam os royalties.

O mercado obscuro de streams

A iniciativa não vem só do Spotify. Outra reportagem da MBW diz que os próprios artistas podem comprar um número de streamings. Por exemplo, um artista poderia investir nessa compra de números digitais como forma de ganhar notoriedade e, de quebra, ser contratado para algum show ou coisa parecida.

Por apenas $2250 dólares, é possível comprar 2 milhões de audições. Um bom presente para seu primo cantor, né?

O Spotify nega tudo

Em resposta à Billboard, a empresa disse que “paga os royalties para todas as faixas e tudo que reproduz”.

Não possuímos direitos autorais, não somos uma gravadora, todas as nossas músicas são licenciadas de detentores dos direitos e nós os pagamos –não pagamos a nós mesmos.

Apesar da afirmação, essa prática poderia ajudar o serviço a permanecer mais tempo no mercado. Só no ano passado, o Spotify teve um rombo de 349 milhões de dólares, segundo à Folha.

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