Conheça a arte pop soviética: Sots Art e a fotografia de Sergey ChilikovArtes

Conheça a arte pop soviética: Sots Art e a fotografia de Sergey Chilikov

Você conhece o trabalho de Sergey Chilikov e o Sots Art? Se não, vem comigo!

Durante a União Soviética, entre 1922 e 1991, o Estado tinha seu próprio estilo artístico, que ficou conhecido como realismo socialista. A maior parte das imagens eram pinturas, que ilustravam camponeses, trabalhadores e membros do Partido Nacional Soviético, especialmente StálinLênin.

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Mas, como todos os movimentos artísticos, existia um contra-movimento. Nomeado Sots Art (diminuitivo de Socialist Art), surgiu a arte pop soviética, termo criado por Vitaly Komar e Alexander Melamid. E é aí que entra Sergey Chilikov. 

Nascido na Rússia em 1953, ele era um fotógrafo da contra-cultura soviética. Suas fotos, em geral, traziam registros de comunidades artísticas mais afastadas da década de 70. Você pode ver algumas abaixo, mas todas as fotografias nessa postagem são dele.

     

 


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O nu feminino na arte pop soviética — e fora dela

Um detalhe que chama a atenção é como o que era considerado provocante ou inovador não difere tanto do que é entendido como provocador pela sociedade atual. Basicamente, as fotos trazem pessoas nuas, em poses sensuais ou não.

E, claro, a maior parte desses nus são femininos. Alguém aí se lembra do estereótipo do fotógrafo desconstruidão que faz ensaios que “captam a essência feminina” — basicamente, mulheres magras semi-nuas que bebem e/ou fumam?

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Hoje, quase 50 anos depois, as pessoas se chocam com o nu não-comercial. Porque claro: nossas propagandas trazem mulheres semi-nuas há muitos anos. E o nu está quase sempre automaticamente ligado à sensualidade — e geralmente, objetificando.

Vale pensar: quando que corpos deixaram de ser simplesmente corpos? E principalmente, porque o peito feminino é símbolo de transgressão — chegando a causar polêmica em atitudes cotidianas e naturais, como amamentar. É tabu porque é sexual: o peito masculino é apenas uma parte do corpo que não foi sexualizada.

Não que seja possível quebrar tabus com facilidade. Mas arte nunca foi sobre ser fácil, né?

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