A explícita, inquietante, sexual e violenta arte de Toshio SaekiArtes

A explícita, inquietante, sexual e violenta arte de Toshio Saeki

Nascido em Miyasaki no ano de 1945 e criado em Osaka, o japonês Toshio Saeki se mudou para Tóquio em uma época em que a indústria pornográfica estava em alta expansão.

Pediu demissão de seu emprego em uma agência de propaganda e acabou trabalhando na revista masculina Heibon Punch – que, à época, ‘mostrava às mulheres como posar para provocar seus namorados’. Seu trabalho durante as décadas de 60 e 70 na HP rendeu o interesse da cena contemporânea de arte, o que rendeu exposições por todo o mundo e reconhecimento internacional de seu trabalho.

A controversa arte de Toshio Saeki

Seu trabalho envolve intensa controvérsia que relacionam o antigo ao moderno. Sua inspiração para provocações em assuntos tratados de forma negligente e fria por grande parte da sociedade vem de pesadelos infantis, seu dia-a-dia em memória fotográfica e quadrinhos ocidentais. Além disso, Toshio buscou referências em arte medieval japonesa, conhecida como ‘ukyio-e’, utilizando método de impressão ‘Chinto’.

“Vamos colocar da seguinte forma: deixe às outras pessoas o desenhar lindas flores que desabrocham em boas paisagens campestres. Eu, por outro lado, tento capturar as flores vívidas que por vezes se escondem e às vezes nascem em um sonho sem vergonha, imoral e horrorizante”, declarou Saeki à revista Dazed.

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Quando perguntado sobre o que construiu sua identidade na arte, Toshio Saeki revelou detalhes interessantes sobre suas origens e como descobriu que poderia haver algum humor em seu trabalho.

“Eu sempre fui atraído por coisas medonhas e paranormais porque elas são misteriosas. Amo enigma e coisas que não facilmente entendidas. A respeito do humor, eu cresci em Osaka, que fica ao oeste de Tóquio, onde as pessoas valorizam senso de humor e as conversas do dia-a-dia são cheias de piadas, então talvez eu tenha pegado isso de lá. Mas o humor no meu trabalho não é intencional. Eu nunca tinha me dado conta que esse aspecto existia, até que alguém me questionou.”

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A entrevista completa de Saeki para a Dazed (em inglês) pode ser acessada aqui. Vale a leitura para entender com profundidade a arte e fugir do senso comum que a apontaria em conotação pejorativa.

“Durante a minha vida, fiz muitos desenhos para revistas e livros. Fiz muitos trabalhos para revistas S&M (sado-masoquistas), então provavelmente seja a razão pela qual há muitas mulheres [em seu trabalho] atadas com cordas. Talvez não seja essa a única razão. Eu tenho uma forte inclinação a achar verdades universais em coisas que são olhadas com desrespeito e tratadas de forma fria ou desviadas da sociedade. E é verdade que todos os tipos de aspectos vulgares e indecentes expandiram a escala dos meus trabalhos.”

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