Os 5 Melhores EPs Nacionais de 2016Listas e Premiações

Os 5 Melhores EPs Nacionais de 2016

Há menos de uma semana de meter o pé em 2016 e dar um abração em 2017, A Gambiarra traz a lista dos Melhores EPs Nacionais de 2016. Dê aquela bisbilhotada e aproveite o que de repente passou batido, mas que nós elencamos aqui como os grandes acontecimentos deste ano.

Abaixo, confira os 5 Melhores EPs Nacionais de 2016:

5. Sonto – Sonto sonto-sonto

O projeto Sonto é a união das forças de César Lacerda, Luiza Brina (Graveola e o Lixo Polifônico) e Pedro Carneiro. A parceria de criativos resultou no belo registro autointitulado de 6 faixas. O disco é regado de detalhes e suavidade sonora e traz ideiais de um Folk etéreo.

Seu sincretismo revela-se também ao cantar sobre santos e Iemanjá, e embora tenha uma pegada doce e acústica, também se permite fazer pequenas experimentações em seu harmônico trabalho. A arte do álbum ficou por conta da mineira Sara Braga, do Sara Não Tem Nome.

bilhao-bilhao 4. Bilhão – Bilhão

Se você sempre sentiu falta de uma versão nacional daquela banda de Dream Pop maneiro que você tanto ouve, saiba que agora temos o projeto Bilhão, que não fica devendo pra gringo nenhum com seu EP de estreia que também leva o nome Bilhão.

Os famosos riffs doce de guitarra daquelas bandas do Brooklyn também estão por aqui na versão brazuca, com uma pitada tupiniquim só nossa. O trio traz o mesmo frescor sonoro que vemos em projetos como Wild Nothing, Beach Fossils, Real Estate e Ducktails. Pontos extras para os singles Atlântico Lunar Horizontalidade.

3. Pedro – Ombu ombu-pedro

Foi no terceiro EP da banda Ombu que a trinca parece ter de vez ter chamado a atenção principalmente pela variada carga de referências e pela a ótima execução de canções em um espaço tão curto de tempo.

Pedro tem como base o Post Rock, os paulistanos ao mesmo tempo que recheiam suas faixas de barulhos e sujeiras estéticas também mostram versatilidade em arranjos. As faixas Calma e Queria traduzem bem essa ideia, que desacelera e retoma fôlego de modo fugaz, sempre mantendo uma harmonia interessante, como se fizesse parte de uma “brisa que bateu bem.” Destaque também para Omça, que traz um looping bom de ser ouvido e te faz lembrar de Yuck, Dinosaur Jr  e outros mais.

lay-129129 2. 129129 – LAY

“Saudações a todas as bucetas / Mais peitos, menos tretas / Já perseguem nossos rabos como animais famintos” – É dessa maneira que LAY mete o pé na porta com a estreia de seu EP 129129 que vem recheado de atitude, presença e versos energéticos e traz o papo reto do feminismo.

A percussividade é o que comanda o registro de estreia de Lay, que usa e abusa de batidas de Funk Carioca, Trap e também abraça o Bass. A personalidade e provocativa voz da jovem desperta seus instintos femininos mais crus e evoca a ostentação, além de passar sua mensagem sobre o empoderamento de mulheres suburbanas, cutuques ao sistema, capitalismo e disparidade de gênero e raça. Ghetto Woman, Ressalva e Onças e Peixes representam bem a essência do EP.

1. Outra Esfera – Tássia Reis tassia-reis-outra-esfera

A musa de Jacareí para o mundo, Tássia Reis começou devagar e caçando seu espaço aos poucos lá em 2014, com o EP de estreia de próprio nome que trazia influências do Jazz e do R&B. O título Outra Esfera já abre o caminho das pedras propriamente e apresenta uma Tássia muito mais confortável consigo e que traz uma ode a sua força interior que brada forte a respeito da sua raça, gênero e cotidiano.

Reis traz nesse momento influências do Dub, Dancehall, e mostra o poder negro através de seus versos firmes que variam entre rimas e cantos. “A revolução será crespa” e “Eu tentei com carinho, mas o sistema me agrediu. Então eu grito[…]” são apenas algumas das passagens de empoderamento. Divirta-se e informe-se com Não É Proibido, Ouça-Me R M X e Desapegada.

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