Os 10 Melhores Álbuns Nacionais de 2017Listas e Premiações

Os 10 Melhores Álbuns Nacionais de 2017

2017 se mostrou um ano de boas produções musicais de vários ritmos. Tanto de artistas novos quanto da galera de longa data. Pensando nisso, nós d’A Gambiarra separamos para você nossa lista dos 10 melhores álbuns nacionais lançados esse ano.

Vários nomes incríveis ficaram de fora, mas isso não significa que eles não mereçam uma menção honrosa. Castello Branco retornou com sua voz calma e preciosa com SintomaEmicida e Rael entraram em um projeto junto com os portugueses Valete e Capicua para um trabalho internacional chamado Língua Franca e nos mostrou que, talvez, não seja só a língua nossa ligação com Portugal.

Também tivemos um ex-Titã lançando trabalho solo. Paulo Miklos veio com A Gente Mora no Agora, um álbum sensível e repleto de um time de peso tanto do cenário atual tanto da ‘velha guarda’ da MPB.


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10. Coração – Johnny Hooker

Arrebatador como sempre, Johnny Hooker retorna depois de dois anos sem lançar nada. Coração segue a linha do álbum de estreia do cantor e explora os ritmos brasileiros e canta uma sofrência que todo sente. Se na estreia o coração estava magoado e revoltado, o segundo disco de Hooker mostra que a gente dá a volta por cima e pode amar de novo. Falamos melhor dele aqui.

9. Letrux Em Noite de Climão – Letrux

Ex-vocalista da findada LetuceLetícia Novaes, surgiu com um álbum solo totalmente inusitado. Diferente da vibe do letuce, Letrux Em Noite de Climão vem cheio de sintetizadores amarrados por versos sobre o amor, separação e experimentação.

8. Beijo Estranho – Vanguart

Depois de 4 anos do sucesso de Muito Mais Que o Amor, o Vanguart continua tocando nossos corações com letras suaves e melodias românticas de fim de tarde de primavera. Beijo Estranho mantém o ritmo gostoso da banda guiada pela voz de Helio Flanders.

7. Espiral de Ilusão – Criolo

Sempre tive um carinho muito grande por samba e um desejo muito grande de um dia gravar um disco de samba. Lógico que eu dividia isso com muitas pessoas do meu convívio, mas nunca levei muito pra frente. Entendia: “quem sou eu pra fazer um disco de samba?

Quem é você? Criolo, você é um mestre. O cantor saiu de seu ritmo original dos dois primeiros discos se arriscando em um dos ritmos mais genuínos desse país. E se estávamos saudosos do samba raiz, Criolo nos presenteou com letras marcantes levadas pelo gingado malemolente do pandero e da marcação certeira do bumbo.

6. Caravanas – Chico Buarque

Outro mestre. Talvez um dos maiores que já se viu. Chico Buarque é um dos grandes nomes da MPB e tem um repertório vastíssimo de músicas icônicas tanto para história do Brasil quanto para as histórias de nossos corações. Caravanas é o 38º álbum de Buarque e mantem sua autenticidade e sensibilidade. Um gênio com a poesia.

5. Vai Passar Mal – Pabllo Vittar

Pabllo Vittar entra nessa lista por dois motivos. Ele veio como um fenômeno performático amparado por uma música pop autenticamente brasileira. Além de ter se tornado ícone LGBTQ do país, o álbum de estreia Vai Passar Mal traz novas possibilidades para a sonoridade popular. Temos participações com outras representações da minoria e uma mistura de ritmos negligenciados pelo pop como o arrocha, brega, axé e forró.

4. Lá Vem a Morte – Boogarins

Os goianos tiveram uma indicação ao Grammy Latino com seu penúltimo álbum, Manual. Por isso, Lá Vem a Morte vinha seguido de muita expectativa e conseguiu agradar os fãs. O disco mantém a neopsicodelia da banda mas também mostra outros campos de sua experimentação. O vocalista Dinho no texto de apresentação do álbum escreveu assim:

Essas músicas são um reflexo da falta de sensibilidade que vivemos. Talvez seja hora de ser forte, jogar a hipocrisia fora e enfrentar os maus e os bons sentimentos ao mesmo tempo. Encontre uma verdade profunda, além da infinita superficialidade de nossos dias.

3. TU – Tulipa Ruiz

A voz deliciosa de Tulipa Ruiz veio para alegrar nossa tarde novamente. O álbum TU leva esse nome por ter sido feito junto com o irmão da cantora, Gustavo Ruiz. Ela diz assim:

TU sou eu e é você. TU é a gente. TU também é dois. Two. Eu e Gustavo.

O álbum é mais minimalista, tendo predominância do violão e poucas percussões. Mas tudo ainda é muito Tulipa, muito amor.

2. Pajubá – Linn da Quebrada

Depois de muita resistência e persistência, Linn da Quebrada lança o álbum de estreia Pajubá. Estranho e incômodo para muitos, o disco vem repleto de afrontas. Afrontas necessárias! Pajubá é um manifesto LGBTI+ ao som de um rap contemporâneo. Versos explícitos que alfinetam machismos e as fobias, e anuncia: “Ser viado precisa de muito talento!”

1. Galanga Livre – Rincon Sapiência

Galanga Livre é um álbum de rap totalmente nacional. Seja pela sonoridade, que incorpora ritmos desde o samba até o funk, tanto pelas letras que retratam com muita crítica à realidade brasileira. Rincon Sapiência faz juz a seu nome, mostra sabedoria nas palavras e ousadia em sua batida. Tem uma pegada bélica de um negro engajado e globalizado. É um álbum para se ouvir do começo ao fim com a mão na consciência.

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